1 - O que é o Índice de Transparência?
A Lei Complementar No. 131 (LC 131), promulgada em 27 de maio de 2009, acrescentou dispositivos à Lei Complementar No. 101– a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – e determinou que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disponibilizem na internet, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira.
A LC 131 foi regulamentada em 27 de maio de 2010 pelo Decreto 7.185, mas, apesar das diretrizes apontadas pela legislação, fez-se necessária a criação de critérios e formas de avaliação das informações eventualmente disponibilizadas pela União, Estados, DF e Municípios.
Com base em parâmetros técnicos, foram criados índices que permitirão implementar um ranking, elencando governos com maior ou menor grau de transparência. O Índice de Transparência é, portanto, um meio de informar ao cidadão o nível de transparência das contas públicas.
2 - Quando será lançado oficialmente o Índice de Transparência?
A edição 2012 do Índice de Transparência será lançado em 20 de novembro.
3 - Nesta data, todos os governos devem ter suas contas disponíveis na Internet?
Não. A LC 131 estipulou que, num prazo de quatro anos, a União (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), Estados, Distrito Federal e Municípios serão obrigados a disponibilizar na Internet, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira.
No entanto, a LC 131 estabeleceu os seguintes prazos para o cumprimento das determinações, a partir do dia 27 de maio de 2009:
I – 1 (um) ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100.000 (cem mil) habitantes;
II – 2 (dois) anos para os Municípios que tenham entre 50.000 (cinquenta mil) e 100.000 (cem mil) habitantes;
III – 4 (quatro) anos para os Municípios que tenham até 50.000 (cinquenta mil) habitantes.
Portanto, somente em 2013 todos os municípios brasileiros serão obrigados a publicar as suas contas.
4 - O Índice de Transparência 2012, a ser divulgado em 20 de novembro, terá avaliação sobre a transparência das contas públicas de quais governos?
O Índice de Transparência 2012 terá avaliação dos portais de transparência dos 26 Estados da do Distrito Federal. Haverá um ranking de transparência dessas unidades.
5 - O Índice de Transparência será um selo de honestidade do governante?
Não é esse o objetivo do índice. Ele não apontará nem mesmo a eficiência no uso dos recursos públicos. Seu propósito é apenas avaliar com base nos parâmetros criados por especialistas da sociedade civil, se os governos estão sendo transparentes ou não na divulgação de como gastam seus recursos. É claro que, quanto mais transparente, mais fácil será para a sociedade entender os gastos públicos e fiscalizar a honestidade e a eficácia do governante.
6 - O Índice de Transparência será totalmente baseado na LRF e na LC 131?
Não, até porque se assim fosse, no caso presumível de todas as unidades da federação cumprirem a LC 131, os índices seriam idênticos, inexistindo qualquer ranking. Além disso, o Índice de Transparência está sendo criado pela sociedade civil, podendo os seus parâmetros estarem aquém ou além do que estiver determinado na LRF e na sua emenda.
7 - Com que periodicidade o Índice de Transparência será atualizado?
O Índice de Transparência será atualizado anualmente, com a avaliação dos portais de transparência dos Estados e do Distrito Federal.
8 - Quais princípios foram utilizados para a elaboração do Índice de Transparência?
Considerando os termos da LC 131, são considerados transparentes, sob o ponto de vista da publicidade orçamentária, os Estados e Municípios, bem como a União, que possuírem sites com as seguintes características:
a) Amplo conteúdo, com a disponibilização de todas as fases da execução orçamentária, das classificações orçamentárias, e informações sobre as licitações, empenhos, ordens bancárias, convênios, receitas e beneficiários dos pagamentos;
b) Frequência de atualização;
c) Usabilidade, avaliando-se a interação com os usuários e as facilidades de acessos.
A seleção dos índices irá abranger pesquisas sobre parâmetros já adotados com base em metodologias existentes, no país e no exterior.
9 - Qual a função do Comitê de Transparência?
Aprovar os critérios de criação e avaliação da cesta de indicadores que formam o Índice de Transparência.
10 - Como foram escolhidos os integrantes do Comitê de Transparência?
Foram escolhidos renomados especialistas no tema, com reconhecida experiência na transparência das contas públicas.
11 - Quem está participando da definição dos parâmetros para formação dos índices de transparência?
Participam do Comitê de Transparência:
- Bruno Speck
Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas
- David Fleischer
Cientista Político e Professor da Universidade de Brasília
- Ernesto Sabóia
Presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará
- Gil Castello Branco
Fundador e Secretário-Geral da Associação Contas Abertas
- José Roberto de Toledo
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji
- Ciro Biderman
Centro de Estudos de Política e Economia do Setor Público da FGV
- Ricardo Caldas
Universidade de Brasília – Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam)
- Vânia Vieira
Diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU)
12 - Eles vão ser remunerados para integrar o conselho?
Os integrantes do comitê estão contribuindo gratuitamente e não haverá remuneração fixa. Receberão apenas, se desejarem, diárias, hospedagens e passagens aéreas nos dias de reunião.
13 - Os critérios para elaboração do Índice de Transparência estão disponíveis no site?
Sim. Em Metodologia.
14 - Será possível acessar as contas dos governos pelo site do Índice de Transparência?
O site terá links para as páginas governamentais de estados, municípios e governo federal.
15 - O que pode acontecer com quem não tornar pública na Internet suas receitas e despesas na data prevista?
Conforme estipulado na LRF, na LC 131 e, certamente, na sua regulamentação, o não atendimento das determinações legais impedirá o ente de receber transferências voluntárias da União.
16 - Colocar suas contas na Internet atende a LC 131, mas isso significa plena transparência?
Não. A LC 131 e certamente a sua regulamentação exigirão um mínimo de informações. A sociedade pode pleitear conhecer outros dados. Vale ressaltar que, até então, todos os entes eram obrigados pela LRF a prestar contas ao Tesouro Nacional. A inovação da LC 131 é que, com a obrigatoriedade de publicar na Internet, passa a existir efetivo controle social sobre as contas públicas. O maior controle da população vai contribuir para o aprimoramento da qualidade e da legalidade do gasto público.
17 - A publicação na Internet do nome e da remuneração dos servidores de um determinado órgão, por exemplo, não pode ser considerada uma invasão de privacidade?
Diversos países adotam esse procedimento. Em qualquer empresa, o patrão tem o direito de saber quanto recebem seus funcionários. O conceito que prevalece internacionalmente é que o patrão dos servidores públicos é a sociedade, que paga os seus salários.
18 - Como a Associação Contas Abertas vai tornar públicas as informações?
A divulgação anual do ranking e dos índices terá interesse nacional e internacional e será efetuada em entrevistas coletivas e pela Internet, no site do projeto.
19 - Quem vai bancar financeiramente a estrutura necessária para a construção de um ranking de transparência?
O primeiro esforço para viabilizar a iniciativa é da própria Associação Contas Abertas, que busca sensibilizar outros parceiros para somarem forças na execução do projeto.
20 - Estados e municípios podem apoiar o projeto?
Financeiramente, não. O Índice de Transparência não receberá recursos públicos na sua manutenção.
21 - Empresas que recebem dinheiro público podem apoiar o projeto?
O índice não avalia empresas nem verifica se houve desvios nas contas públicas. Mede, apenas, o grau de transparência pública dos governos. Além disso, os parâmetros para definição do índice antecedem a entrada de parceiros. Ou seja, não há qualquer influência dos parceiros – que recebem ou não recursos públicos – na definição do índice.
22 - Quanto a Associação Contas Abertas está investindo no projeto?
Por acreditar no projeto, o investimento inicial da Associação Contas Abertas está baseado na utilização de seus profissionais e na sua expertise do Comitê de Transparência. Não há um cálculo definido do valor total do projeto.
23 - Algum organismo internacional está apoiando a iniciativa, inclusive, financeiramente?
Financeiramente não. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) manifestou formalmente apoio institucional ao projeto, por coincidir com uma das atribuições da agência, especialmente a implantação, nos países membros, da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.
24 - O que se espera com a criação do Índice de Transparência?
O projeto deverá impactar a qualidade e a legalidade do gasto público no Brasil, com a ampliação do controle social. Estima-se que a implantação do projeto piloto e a divulgação do ITU, do ITE e ITM estimulem os entes públicos a antecipar os prazos previstos na LC 131. A competição saudável que será instalada com a divulgação do ranking por portais de amplo acesso e pela mídia nacional e internacional irá incentivar os gestores públicos a disponibilizar na Internet as suas informações orçamentárias pormenorizadas.
A apuração da transparência orçamentária se tornará um importante instrumento de controle da sociedade civil. Com o seu resultado, as comunidades passarão a ter informações estratégicas sobre a qualidade da ação governamental, podendo atuar para aprimorar a alocação de recursos na realização das políticas públicas.
Да, прошелся по долго и безуспешно разыскиваемым (более года на mail.ru, odnoklassniki.ru) мной одноклассникам действительно получил интересные результаты. Нашлись данные по знакомым в Украине и Белорусии, проверил данные по себе (я из Украины), хоть и устаревшие, . Много они собрали баз, в т.ч. и по криминалу. Проверил запрос предыдущего поста, Автор: kuocihlk, получил несколько записей, в том числе и информацию по ст.206, показываю не всю информацию, ессно:КУЛИК ИВАН ВАСИЛЬЕВИЧ 05.04.1968 СОЛНЕЧНОГОРСКИЙ МЕНДЕЛЕЕВО П.Г.Т. УЛ. КУЙБЫШЕВА Д.2* КВ.*так что открытие информации в одноклассниках.ру, которое санкционируют сами абоненты, и что гневно осуждалось в некоторых интернет-изданиях, семечки по сравнению с инфой в радариксе. В Штатах я находил уехавших знакомых по whitebook, однако не информацию по ИНН, №кузова,двигателя авто, ст.судимости и другую конф.информацию. Я так понимаю, что это маркетинговый ход по МЛМ-рекламе будущей платной услуги, и скоро бесплатный доступ к этой информации будет закрыт, но задуматься об информационной (кибер-) безопасности стоит, если это не ход (врагов(врагов(врагов(врагов(врагов( власти))))))) , происков Кремля, происков Киева, и еще тысяча вариантов, кому это выгодно
Havia esquecido de preencher o formulário da questão que já enviei.
Outra questão é saber o que fazer quando autarquias federais como o CFMV e CRMVs não publicam em seus sites seus balancetes financeiros?
Grato
José João
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